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Estar sob investigação criminal ou ser formalmente acusado de uma infração penal é uma situação de extrema vulnerabilidade. No entanto, a Constituição Federal do Brasil e o Código de Processo Penal asseguram que ninguém pode ser tratado como culpado antes do trânsito em julgado de uma sentença penal condenatória.

Durante toda a fase pré-processual (inquérito policial) e no curso do processo judicial, o indivíduo investigado ou acusado possui um conjunto de direitos e garantias fundamentais que impedem abusos de autoridade e asseguram o devido processo legal.

Ter o acompanhamento estratégico prestado por um advogado criminalista desde os primeiros atos da apuração evita a produção de provas ilícitas e resguarda a liberdade do cliente. Na fase de diligências policiais ou juízos criminais estaduais e federais, a atuação de um advogado criminalista na Bahia garante que as garantias constitucionais sejam rigorosamente observadas perante as autoridades competentes.

O que este artigo aborda:

Investigação Criminal: Quais São os Direitos de Quem Está Sendo Acusado?
Investigação Criminal: Quais São os Direitos de Quem Está Sendo Acusado?
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Principais Direitos do Investigado e Acusado

A legislação brasileira estabelece direitos intransponíveis que devem ser respeitados por policiais, delegados, promotores e juízes:

A) Direito ao Silêncio e à Não Autoincriminação (Nemo Tenetur se Detegere)

O investigado tem o direito constitucional de permanecer em silêncio durante qualquer interrogatório policial ou judicial. O exercício desse direito não pode ser interpretado como confissão de culpa nem ser utilizado em prejuízo da defesa. Ademais, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo (como fornecer padrões grafotécnicos, participar de reconstituições simuladas ou soprar o bafômetro).

B) Direito à Assistência de Advogado

Desde o momento da abordagem ou do cumprimento de mandado de intimação/prisão, o investigado tem o direito de se comunicar reservadamente com seu advogado antes de prestar qualquer depoimento. A presença do defensor é essencial para orientar sobre a melhor estratégia jurídica.

C) Presunção de Inocência

Trata-se do princípio basilar do Direito Penal: toda pessoa é presumida inocente até que se prove o contrário mediante sentença condenatória definitiva. Cabe integralmente ao Estado (Ministério Público ou acusação) o ônus de provar a autoria e a materialidade do crime.

D) Acesso Amplo aos Autos (Súmula Vinculante 14 do STF)

O defensor constituído tem o direito de examinar, em qualquer repartição policial ou judicial, todos os elementos de prova que já estejam documentados nos autos e que digam respeito ao exercício do direito de defesa.

Direitos Específicos em Caso de Prisão em Flagrante ou Cautelar

Se a investigação resultar em prisão temporária, preventiva ou em flagrante, o acusado mantém garantias expressas:

  • Identificação dos Responsáveis pela Prisão: Direito de saber a identidade dos policiais que efetuaram a prisão ou a condução.
  • Comunicação Imediata: A prisão e o local onde o detido se encontra devem ser comunicados imediatamente à família ou à pessoa por ele indicada, bem como ao juiz competente.
  • Realização da Audiência de Custódia: Apresentação do preso a um juiz no prazo máximo de 24 horas após a prisão para verificar a legalidade do ato e eventuais relatos de maus-tratos ou tortura.
  • Integridade Física e Moral: Proteção contra qualquer tipo de coerção, agressão física ou constrangimento ilegal durante a custódia.

A Importância da Defesa Técnica Preventiva

Muitas pessoas cometem o erro de prestar depoimentos em delegacias sem orientação prévia, acreditando que por serem inocentes não precisam de acompanhamento. Contudo, declarações truncadas, contradições ou interpretações equivocadas de depoimentos na fase policial podem fundamentar denúncias e pedidos de prisão cautelar.

A intervenção da defesa técnica desde a fase de inquérito permite requerer a juntada de provas favoráveis, indicar testemunhas, formular quesitos para perícias e requerer o trancamento de investigações abusivas por meio de Habeas Corpus.

Conclusão

Os direitos de quem está sendo investigado ou acusado não são privilégios, mas garantias constitucionais que protegem o cidadão do arbítrio do Estado. Conhecer esses direitos e contar com o suporte de uma defesa especializada é o caminho fundamental para assegurar um julgamento justo e a preservação da liberdade.

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